sexta-feira, 17 de junho de 2016

Quando os processos judiciais dilapidam o património

Texto de Alexandre Lonewolf


Um património de milhões leva muitos anos a conseguir. Mas se não tiverem bem seguros, podem perde-los num abrir e fechar de olhos. 
Há pessoas que são capazes de processar grandes empresas, apenas com o intuito de lhes subtrair o seu Património. A má noticia é que alguns conseguem!!
Anthony Robbins escreveu: "Existem recursos legais para proteger o Património desde que não esteja envolvido em nenhum acção judicial actualmente. Essa filosofia de Protecção do património não visa tentar evitar as dividas legitimas, mas apenas proteger-se de ataques frívolos. As pessoas com motivos desonestos só vão processa-lo por uma de duas razoes: Porque querem uma parte do seu seguro ou porque desejam apoderar-se do seu património."

Então vamos lá tentar perceber como isto é possível.

O cafezinho de US$ 2,86 milhões

Este caso é tão clássico que deu origem ao "Prêmio Stella" - que celebra as decisões judiciais mais bizarras do ano. Em 1992, Stella Liebeck, de 79 anos, processou o McDonald¿s porque se queimou ao abrir um copinho de McCafé. Ganhou US$ 2,8 milhões, pois seus advogados provaram que o restaurante servia o café a um temperatura de 70° C - temperatura considerada alta demais para o consumo do produto. - Ganhou!

A empregada bebeda que sacou US$ 300 mil ao patrão

A canadense Linda Hunt de 52, abandonou  a festa de sua empresa, mas já com uma bebedeira. No caminho para casa, bateu com o carro e processou o patrão, alegando que este permitiu que ela saísse da festa naquele estado de embriagues. Ganhou US$ 300 mil. 

Um acidente com uma espingarda que valeu US$4 milhoes

Um homem conduzia o seu carro embriagado, ao mexer na espingarda no banco ao seu lado, e arma disparou e matou-o. A viúva em vez de reconhecer o estado de embriaguez do marido, processou o fabricante de armas, pedindo uma indemnização de 4 milhões de US$ alegando que a arma não tinha sistema de segurança para motoristas bêbados (!) - Ganhou!

Estes são apenas dois exemplos de como a justiça por vezes dá razão a pessoas que processam as empresas, alegando terem sido prejudicadas ou enganadas. A justiça é soberana, mas em termos morais, tudo isto é questionável. Uma vez que se abriu o precedente de indemnizar alguém em milhões, ou porque se queimou num copo de café ou deu um tiro com a arma e estava embriagado, está aberta a "caça ao tesouro".

Vejam outros exemplos caricatos, que revelam esta obsessão de alguém se apropriar do património de uma empresa:

Atropelada pelo Google
Em 2009, a americana Lauren Rosenberg buscou no Google Maps o melhor caminho para fazer a pé. Foi atropelada e agora processa a empresa em US$ 100 mil, pois o site não informou que a rua não tinha calçada. O Google diz que a informação estava disponível - mas Lauren alega que, no Blackberry dela, ficou ilegível. 

Formou-se, mas não arranjou emprego...
Trina Thompson, 27 anos, recém-formada em Tecnologia da Informação pela Monroe College, em Nova York, processou a faculdade em US$ 70 mil. O argumento: 7 meses depois de formada, ela não tinha conseguido emprego. E a culpa seria da faculdade, que não teria prestado o apoio prometido. Em nota, a instituição respondeu: "Oferecemos apoio à carreira dos nossos alunos. Este caso não merece mais considerações".

Cerveja não traz felicidade
O cidadão americano Richard Harris não gostava muito de cerveja. Mas, depois de assistir a um comercial na TV, resolveu experimentar. Só que a bebida não cumpriu a promessa feita na propaganda: nenhuma mulher linda e vestida com poucas roupas se interessou por ele. Harris disse que o caso lhe causou Stess, e moveu um processo contra a cervejaria Anheuser-Busch. Pediu uma indemnização de US$ 10 mil. Não ganhou.

Cleanthi Peters, uma mulher de 57 anos de idade entrou com um processo contra a Universal Studios por US $ 15, 000, alegando que a visita à casa de horrores da noite de Halloween fora traumática. Depois de a visitar com a sua neta de 1o anos, declarou que a casa assombrada lhe causara grande sofrimento emocional. Acrescentando que ao sair do local ainda fora "perseguida" por um mascarado que empunhava uma moto-serra (do filme o "Massacre de Texas"). Não ganhou.


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