Saiba o que nos afasta da saúde financeira e aprenda a desviar das tentações e armadilhas econômicas
Por Alexandre Lonewolf
A cultura de consumo subjacente na nossa sociedade é a principal responsável pelo endividamento das pessoas e talvez um dos maiores entraves para uma vida financeira mais saudável sejam as instituições bancárias, que estimulam seus clientes a adquirirem crédito e gastá-lo com casas, carros, viagens e etc -- tudo que evidencie uma imagem de abundância e status social. Não é preciso muito estudo para saber que, ao contratar uma dívida superior ao fluxo de entrada mensal, o indivíduo terá de arcar com multas e juros nada benevolentes.
Outro vilão da economia actual é o marketing de consumo, que, pela TV, internet ou mídia impressa, nos bombardeia com mensagens que nos convidam a gastar com bens supérfluos. Algumas campanhas são tão agressivas que podem nos fazer sentir mal e desadequados caso não atendamos aos seus apelos.
Por fim, a sociedade capitalista está toda apoiada em um consumo desenfreado. De um modo inconsciente, as pessoas acham que, se comprarem mais, serão mais e melhores aceitas em qualquer lugar, seja em centros comerciais, restaurantes ou eventos culturais.
A luz destes dados, não causa grande surpresa que o índice de "compradores compulsivos" (C.C.) tenha crescido exponencialmente nos últimos 20 anos. Aliás, a coisa toma outra proporção quando se leva em conta que esse fenómeno levou ao surgimento dos "grupos de apoio" aos C.C. -- e, dizem, são as empresas de crédito que ajudam a pagar dívidas. Uma verdadeira loucura, não?
Para se “livrar” dessas amarras e encontrar seu equilíbrio financeiro, o ideal é assumir as rédeas do próprio desejo, rechaçando todas as compras desnecessárias e convites ao consumo exacerbado.
Também se faz necessário chamar para si a responsabilidade de administrar as próprias economias, uma vez que permitimos que bancos a administrem o nosso dinheiro e empresas nos paguem abaixo do nosso valor e empenho profissional.
Dinheiro não compra felicidade, mas quando escasso pode tornar-se símbolo de sufoco e motivo de grandes preocupações. Acredite ou não, tenha consciência que seus pensamentos estã bloqueando o fluxo de dinheiro que devia chegar até você: porque toda quantia que você precisa, existe, ela apenas não está na direção certa. Atraímos aquilo em que mais nos focamos -- se for dividas, mais dividas teremos; se for escassez, mais disso terá na sua vida. Portanto, pense em prosperidade e abundância. Se quer um conselho, nem pense em dinheiro físico enquanto símbolo. Foque antes nas emoções boas que o dinheiro lhe pode proporcionar, como, por exemplo, numa bela viagem com as pessoas que mais ama.
Mas idealizar e canalizar suas energia em um único objectivo não é garantia de sucesso -- porque, se assim fosse, todos que leram o livro “O Segredo” estariam ricos agora. Quem verdadeiramente deseja viver a vida que sempre sonharam devem, de início, ocupar-se com o planeamento e a organização de sua situação financeira - Deixo a seguir algumas dicas, para norteá-los.
1- Some todo o dinheiro que gasta por mês
2 - Elabore agora uma soma de todas as despesas
3 - Planeje e negocie o pagamento de dividas (se as tiver)
4 - Calcule quanto gasta com o seu banco
5 - Se tem filhos, faça uma lista de todas as despesas que tem com eles
6 - Identifique as áreas onde cabem economias
7 - Estude o mercado
8 - Estipule uma verba para gastos supérfluos ou crie um "pé de meia" para si
9 - Compre um cofre (não um porquinho) e deposite ali, diariamente, todo dinheiro que consegue poupar
10 - Faça uma listagem de objectivos a atingir
12- Invista em activos financeiros.
12- Invista em activos financeiros.
(Texto editado e publicado para a revista Face Brasil)
Sem comentários:
Enviar um comentário